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365 Dias

(365 dni, 2020)
2,6
Média
34 votos
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Sua nota

Críticas

Cineplayers

Sexo na quarentena.

6,0

Esse filme passaria desapercebido se não fosse a época em que vivemos: uma pandemia, sem lançamentos nos cinemas, pois estes estão fechados há meses, e os filmes das plataformas digitais acabam dominando as escolhas do público. Assim, graças ao boca a boca, principalmente entre o público feminino, essa obra polonesa, falada em polonês, italiano e inglês, acabou invadindo as redes sociais mais populares da atualidade, como o Instagram e o Tik Tok. Não é necessariamente questão de boa qualidade, e sim de oferta e demanda, e nesse caso 365 aproveita o momento de escassez de grandes lançamentos e é muito bem sucedido por conta disso.

Há uma certa polêmica em um dos pontos centrais da trama: Laura, a morena protagonista do filme, foi sequestrada por Massimo, um chefão da máfia, pelo fato da moça estar em algum canto da consciência dele (após ele ter visto ela em algum ponto passado de sua vida) e isso despertar uma paixão crescente nele, por algum motivo. E, assim, ele quer por que quer tê-la. E, como ele tem os meios para tal, acaba capturando a moça e promete soltá-la em um ano (365 dias) se ela, até lá, não se apaixonar por ele. É claro que a moça no início quer fugir, mas eventualmente vai ceder às pressões de Massimo, com seu jatinho particular e seus presentes caríssimos, além do físico avantajado do homem, ignorando o fato dessa paixão ter nascido de um ato de violência.

À primeira vista, é um clone da série Cinquenta Tons de Cinza; é impossível fugir das comparações, então devemos abraçá-las logo de cara. O seu ponto de venda principal, e o que chama a atenção entre as mulheres (principalmente) são as cenas quentes de sexo entre Michele Morrone (Massimo) e Anna Maria Sieklucka (Laura). Morrone é um ator desconhecido do grande público, mas, a partir deste filme, isso deve mudar. Esse filme, assim como Cinquenta Tons, também é a primeira parte de uma série de livros, o que não fica muito claro para quem assiste sem conhecimento prévio.

O enredo peca por não desenvolver muito a sua história e os seus personagens. Os diálogos são bem rasos, os personagens coadjuvantes e os rivais de Massimo entram e saem da trama sem deixar claro suas intenções ou motivações e sem adicionar qualquer coisa que enriqueça de forma significativa a obra, então algumas cenas soam apressadas ou até mesmo sem muito sentido. Falando no enredo, sem grandes spoilers, ele termina de forma bem chocante, então quem não assiste com a informação de que esta é a primeira parte de uma história maior, pode ficar com um gostinho ruim no final.

365 Dias funciona bem como obra de entretenimento picante, algo que cabe muito bem nesses tempos obscuros em que vivemos. Não deve receber nenhum prêmio por roteiro ou mesmo interpretações, mas em uma época em que a opinião popular dentro das redes sociais tem muita força entre as produtores e distribuidoras, o filme acabará sendo mais marcante e chamando mais a atenção dessas do que boa parte de tudo o que foi lançado neste estranho e inesquecível ano de 2020.

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