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Cineplayers Cast

#112 - Tubarão

Tubarão está completando 45 anos de seu lançamento e é claro que o Cineplayers iria preparar um podcast especial para comemorar a data.

Rodrigo Cunha, Bernardo Brum, Heitor Romero e Régis Trigo estão juntos para destrinchar a obra: por que se tornou um clássico? Está mais atual do que nunca? O que as limitações trouxeram de bom para ele? Como um jovem Steven Spielberg segurou o tranco da produção?

Essas e muitas outras questões abordadas. Simbora juntos mais uma vez?


SPOILERS DO INÍCIO AO FIM!


Duração: 110 minutos

Edição: Edu Aurrai

Comentários (3)

Marcelo Queiroz | sexta-feira, 21 de Agosto de 2020 - 13:21

Dos meus preferidos do Spielberg. Sempre esperei por um CP Cast pra esse filme. Show!

CitizenKadu | domingo, 23 de Agosto de 2020 - 05:20

Cara, muito bom mesmo. O podcast tá top, sem exagero. Curti a crítica feita ao John Willians, quando o Cunha lembrou "..mas tem um pouco de Bernard Hermann ali....".O Bernardo Brum fez ótimas observações musicais.O Heitor quando disse:"...mas se o John Willians se deixar também..."; sim, concordo, perde o controle. Essa é uma das melhores trilhas porém.O aspecto aventuresco reflete na trilha do John Willians que foi educado em matéria de cinema, ele faz anagramas com outras composições, como tu lembrou, não só a música que vocês colocaram na edição, como Debussy com La Mer(https://www.youtube.com/watch?v=FOCucJw7iT8&t=10s) e Stravinsky com Rite of Spring(https://www.youtube.com/watch?v=rP42C-4zL3w, se vocês irem ao segmento "Dance of Earth" deste link vocês vçao entender o que é música moderna do começo do século passado que ficou difundido pelo simplismo de compositores de soundtracks.

CitizenKadu | domingo, 23 de Agosto de 2020 - 05:26

Quem curte música clássica sabe que John Willians não é um gênio, por mais interessante que algumas de suas colagens do romantismo e do impressionismo sejam. Genialidade exige uma originalidade, um passo para a frente. Como Enio Morricone por exemplo.

CitizenKadu | domingo, 23 de Agosto de 2020 - 06:10

E Hitchcock com certeza é o primeiro que me vem à cabeça ao se falar em Duel ou Jaws...e até mesmo Sugarland Express. Assim como "E.T." me lembra um Truffaut do subúrbio americano. E "Close Encounters.." é o mais pessoal talvez até hoje, com o único alter-ego do diretor na figura do Dreyfuss. Mas a Era de Ouro de Hollywood, chamada assim por quem fede a naftalina,está sempre presente, cinema dos anos 30 e 40, que iriam trazer "Indiana Jones".Spielberg também foi um dos grandes diretores de ficção científica do cinema até a época dwe "Minority Report" e "War of the Worlds". E quanto a Joe Dante, eu defendo a análise independente de cada artista, sem comparar com outro, ainda mais comparando com g que deu dinheiro para vários filmes do mesmo, alguns filmes do Joe Dante são geniais, alguns filmes do Spielberg são horríveis.Para comparar positivamente ou negativamente "Piranha" com "Tubarão", tem que levar em conta todo o contexto...

CitizenKadu | domingo, 23 de Agosto de 2020 - 06:14

...afinal eu considero "Tubarão" a obra de uma mente que corresponde ao desejo ambicioso como a de Spielberg;
e considero "Piranha" um filme auto-consciente da paródia e do estilo que representa, do seu humor negro, da não preocupação com demonstrações de baixo orçamento. Óbvio que eu posso dar uma nota menor para Piranhas do que para Tubarão, o defeito está em colocar essas duas obras de objetivos e psicologias artísticas diferentes numa inequação.

CitizenKadu | domingo, 23 de Agosto de 2020 - 06:21

É massa ver o Brum resgatando os clássicos desconhecidos dos que cavam fundo como a briga do zumbi com o tubarão no filme do Fulcci. O Rodrigo ancorando e lembrando algo que pode estar sendo esquecido na discussão.E a edição tá foda. Heitor lembrando Hawks e o sentido de time e grupo, que é algo relacionado a quase todos os filmes de aventura do diretor, não só Rio Bravo, e o senso aventuresco num estilo Victor Fleming(inclusive pré - "Gone With the Wind", sendo que Spielberg faria um remake com "Always").Como "O Velho e o Mar", americano, desesperado, genial, porém popular e conciso na sua modernidade mesmo com as óbvias referências à complexa e pouco aventuresca, quanto às adaptações, "Moby Dick", entenda como Melville e o dickensianismo a lá USA final do século XIX, sendo referenciados sob o olhar de Hemingway .Ainda é a herança da literatura como principal fonte da filosofia cinematográfica americana de edição,menos plástica em matéria de estilização.

Rodrigo Cunha | segunda-feira, 24 de Agosto de 2020 - 15:25

Valeu, Kaduzão! O importante é levantar o debate... Grande abraço!

Bruna Silva | quinta-feira, 17 de Setembro de 2020 - 19:06

Sensacional!! Adorei saber mais sobre esse filme. Chutando o último para manter a tradição - Brian De Palma :)

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