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Drama Guerra

Nascimento de uma Nação, O

(Birth of a Nation, The, 1915)
6,9
Média
106 votos
?
Sua nota
Direção
D.W. Griffith
Roteiro:
Thomas F. Dixon Jr. (romance / peça), D.W. Griffith, Frank E. Woods
Gênero:
Drama, Guerra
Origem:
Estados Unidos
Estreia:
31/12/1969
Duração:
190 minutos

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Diversos pontos da história norte-americana são repassados sob a história de dois irmãos, chamados Phil e Ted Stoneman, que acabam em lados opostos a uma família amiga, os Camerons, durante a Guerra Civil.

Elenco

Henry B. Walthall
Coronel Ben Cameron
Lillian Gish
Elsie Stoneman
Mae Marsh
Flora Cameron
Miriam Cooper
Margaret Cameron
Mary Alden
Lydia Brown
Joseph Henabery
Abraham Lincoln
Raoul Walsh
John Wilkes Booth (não-creditado)
Charles Stevens
Voluntário
Russell Hicks
extra
Monte Blue
extra
John Ford
extra (não-creditado)

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Comentários (2)

CitizenKadu | domingo, 16 de Agosto de 2020 - 08:00

O cinema é uma arte do século XX.Nenhuma inovação ou influência vem de uma única fonte.Existem, no século XXI, dois tipos que ainda admiram este filme: críticos que esquecem que são indivíduos acima de tudo, com ética e moral; e racistas.Como um óbvio revisionismo histórico ressentido insuflando o ódio e a milícia racial, sem ostracizar Griffith, ele foge inclusive do debate do "mal produzir grandes obras", que é uma contradição que ninguém aceita quando se idolatra arte, e não a usufrui.

CitizenKadu | domingo, 16 de Agosto de 2020 - 08:04

E aquele que acha que toda inovação vem de uma única fonte; que idolatra a arte moderna sem se adequar ao papel que a mesma deve ter como arte moderna; não contextualiza; e separa o crítico de arte, do indivíduo com ética e moral, cuja subjetividade é que julga a arte não só como forma mas como forma + conteúdo. Apesar de que a maioria dos críticos que eu conheço só querem se adaptar ao fetichismo da arte, e analisam a obra baseados no trabalho de outros críticos que usaram a sua própria subjetividade, como um hobby nerd ou algo estancado, sem evolução. São 2 tipos também: os que ainda idolatram seguindo manual; o que fingem não idolatrar adotando uma postura hipster, porém longe de ser contestadora, como o punk que atira a pedra e sai correndo.

CitizenKadu | domingo, 16 de Agosto de 2020 - 08:12

Cadê o crítico que analiza a arte sem precisar se basear na lista da Sight and Sound? E como consequência de ser este crítico arcaico que parece ainda viver o final dos anos 60 quando analisa um filme, acabam caindo nos manuais que durante anos impuseram inovações em uma única obra que nada mais é do que um discurso de ódio com consequências, pela predominância do cinema americano, e pela estagnação dessas listas que mostram a evolução do cinema de maneira superficial. Poderia pegar "Intolerância", que possui até mais inovações, foi filmado quase simultaneamente, e apesar dos motivos do filme e do caráter do autor, pode ser apreciado sem a obrigação de presenciar racismo puro."Birth of a Nation" é importante historicamente?Apenas para mostrar que Hollywood teve seu primeiro blockbuster racista; tecnicamente, ele não é superestimado, mas exatamente pela contradição forma vs. conteúdo ele é uma afronta histórica.

CitizenKadu | domingo, 16 de Agosto de 2020 - 08:20

Repito que revendo este filme, é impressionante como o cinema gerou críticos que são como idólatras, principalmente a partir das new waves. Esquecem a função política e social que eles tem como indivíduo, o ser humano que são, independente do espectro ideológico,e se comportam como apolíticos e sem capacidade filosófica de ter compromisso ético omo um indivíduo que existe no momento, pois como dizia Kant, o "homem é aquilo que o faz a educação".Não está se discutindo uma ópera de Wagner do século XIX com o romanticismo nacionalista e sim um filme de 1915, e nem o politicamente incorreto dos velhos tempos; e sequer advogo a censura do filme. Advogo a capacidade intelectual destes críticos. "O mal produz obras-primas" ,uma contradição lógica dependendo do contexto.Riefehnstal sabendo do anti-semitismo produziu uma obra-prima?Por quê?Pela técnica?

CitizenKadu | domingo, 16 de Agosto de 2020 - 08:24

Saber diferenciar este "mal que também produz obras-primas" é importante. Dar nota 8, ou rankear alto o filme, ou até mesmo rankear....é nçao saber interpretar a frase. Roger Ebert falou sobre o filme que "quem não sabe que cinema também produz o mal não sabe nada sobre cinema", e elogia o filme...o mesmo cara que nos anos 80 pedia boicote aos slashers. Filhotes de crítica de manual(como os manualzinho do Ebert), são que nem economistas de manual...no fundo tem o diploma só pra enganar otário.Tem que se auto-conhecer com indivíduo e conhecer o mundo em que se vive.Idolatria fere a moral de quem analisa arte, principalmente quando ela é relativamente contemporânea.

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